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Justiça apura resposta da polícia a atirador em escola do Texas

Oficiais de Uvalde demoraram 1h18min para conter Salvador Ramos

Robb Elementary School
Copyright Divulgação/Wikimedia Commons
O atirador de 18 anos matou 19 crianças e 2 adultos em 24 de maio

As ações da polícia de Uvalde contra o atirador que matou 19 crianças e 2 adultos em uma escola do Texas em 24 de maio enfrentam intensas críticas e se tornaram o centro da investigação do ataque. Isso porque, embora os oficiais tenham chegado na Robb Elementary School 2 minutos depois do início dos disparos, demoraram mais de uma hora para conter Salvador Ramos, o atirador de 18 anos. 

O provável motivo: Pete Arredondo, chefe de polícia do distrito que comandava a operação, pensou que o atirador estava barricado nas salas de aula e que as crianças não corriam mais risco imediato. Ele ordenou então aos policiais que esperassem a chegada do reforço.

Uma avaliação preliminar de investigadores do Departamento de Segurança Pública do Texas sobre a atuação da polícia mostra ainda que Arredondo temia pela vida dos policiais, por isso, optou por aguardar também pela chegada de equipamentos de proteção. 

A espera, porém, contradiz com os protocolos policiais que estabelecem uma ação imediata contra atiradores em ataques contra escolas. A regra é adotada nos EUA desde o ataque na escola de Columbine, no Colorado, em 1999. O caso é considerado um dos piores na história dos Estados Unidos.

As informações do Departamento de Segurança Pública são baseadas, em parte, em transcrições de chamadas para o 911, número do serviço de emergência nos EUA, e gravações de câmeras instaladas nos policiais.

A ação policial também será pelo Departamento de Justiça dos EUA. A revisão solicitada pelo prefeito de Uvalde, Don McLaughlin, no entanto, não é uma investigação criminal. Ela é conduzida pelo COPS (sigla em inglês para Office of Community Oriented Policing Services) e resultará em um relatório publico. Nele, as autoridades apresentarão suas conclusões e recomendações em ações futuras.

Na última 5ª feira (9.jun.2022), uma audiência fechada sobre a análise da resposta policial foi realizada no Capitólio Estadual do Texas, em Austin. O diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw, esteve presente. As conclusões preliminares não foram tornadas públicas, mas o jornal teve acesso ao relatório e publicou detalhes sobre a resposta da polícia ao atirador.

O ATAQUE 

As autoridades do Texas reportaram e depois retiraram diversos detalhes sobre como se deu o ataque do dia 24 de maio. O governador do Texas, Greg Abbott, até chegou a dizer que foi inicialmente “enganado” sobre os eventos do caso. “As informações que me deram se revelaram, em parte, imprecisas, e estou absolutamente furioso com isso”, afirmou. 

Os fatos começaram a ser esclarecidos a partir de 27 de maio, quando o diretor de Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw, falou com jornalistas. Na entrevista, McCraw admitiu que a polícia errou ao esperar pelo reforço antes de invadir a sala de aula onde estava o atirador.

Os relatos do diretor indicam que Salvador Ramos, de 18 anos, chegou na Robb Elementary School às 11h28 no horário local (13h28 no horário de Brasília). Momentos antes o jovem atirou contra o rosto de sua avó na casa onde moravam.

Antes de entrar da instituição de ensino, Ramos também disparou contra duas pessoas que estavam próximas a uma funerária, localizada do outro lado da rua onde fica a escola. Ele carregava um fuzil semiautomático AR-15. 

O atirador entrou na Robb Elementary às 11h33 (13h33 no horário de Brasília) por uma porta dos fundos aberta por um professor 6 minutos antes. A porta estava fechada, mas não trancada. 

Ele então caminhou pelo corredor até ir em direção as salas conectadas 111 e 112. No momento, as professoras Eva Mireles e Irma Garcia estavam exibindo o filme “Lilo & Stitch” para alunos da 4ª série. Ramos disparou mais de 100 tiros contras as pessoas.

Às 11h35 (13h35 no horário de Brasília), 3 oficiais da polícia de Uvalde entraram na escola pela mesma porta dos fundos. Eles foram em direção as salas de aulas e  2 foram atingidos de raspão por tiros disparados pelo atirador. A partir disso, mais agentes entraram no local. 

Os oficiais táticos da Patrulha da Fronteira chegaram a escola às 12h51 (14h51 horário de Brasília). Com ajuda de um zelador que entregou uma chave mestra, os agentes invadiram uma das salas, mataram o atirador e começaram a escoltar as crianças que estavam presas. O confronto direto com Ramos se deu 1h18min depois de sua entrada na escola.  

Segundo o , os documentos apresentados na audiência de 5ª feira (9.jun.2022) mostram que o chefe Pete Arredondo se concentrou em retirar as crianças e os professores de outras salas, enquanto esperava a chegada de reforços. Ele também aguardou pela entrega da chave das salas de aula. Os agentes sabiam que nem todos haviam morrido nas salas conectadas onde o atirador se escondia. 

Outro ponto de destaque é que a maioria dos policiais chegou com rádios que não funcionavam bem na escola. Arredondo estava sem o equipamento. Isso pode ter dificultado a comunicação entre os agentes. Em ao jornal digital Texas Tribune, o chefe do distrito afirmou que a falta de rádios em bom estado também o impediu de saber sobre as ligações feitas ao 911. 

Pelo menos 8 chamadas foram realizadas ao número de emergência dos Estados Unidos, sendo a 1ª ainda do lado de fora do prédio logo depois que o atirador disparou contra duas pessoas próximas a uma funerária. Outras 6 vieram de uma estudante da sala 112 e a 8ª ligação foi feita por outra garota que estava na sala 111.

Enquanto a polícia retirava as crianças de outras salas e aguardava a chegada de reforços, pais desesperados se reuniram do lado de fora. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram os responsáveis gritando para os policiais entrarem no local. 

Em uma das , alguns pais podem ser vistos tentando cruzar as linhas da polícia. Uma mulher parece estar presa no chão por um policial, levando um espectador a gritar: “O que diabos você está fazendo com ela? Deixe ela ir!”. 

Em outro um policial empurra um homem que está fazendo uma ligação e grita para as pessoas ficarem do outro lado da rua. “Crianças de 6 anos estão lá dentro, elas não sabem se defender de um atirador!”, diz uma pessoa em resposta ao agente.

AÇÃO DA POLÍCIA 

Pais e integrantes da comunidade pedem que a polícia seja responsabilizada, mas qualquer solução legal pode ser difícil de alcançar. Os agentes possuem imunidade para exercer suas funções.

Em 2020, o Departamento de Polícia de Uvalde realizou um treinamento que simulava um ataque a escola com sua própria equipe da SWAT, que reúne policiais especializados em armas e táticas especiais.

A unidade “irá visitar as escolas de Uvalde e as empresas locais ao longo do dia. O propósito das visitas é familiarizar-se com os layouts das nossas escolas e empresas locais”, disse o departamento em no Facebook na época. Não há confirmação de que a equipe tenha participado da resposta ao ataque na Robb Elementary School.

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“Conheça nossa equipe da SWAT”, disse o Departamento de Polícia de Uvalde, em post no Facebook de 2020

Em Uvalde, 40% do orçamento da cidade em 2022 foi destinado ao Departamento de Polícia. Além disso, o governo federal repassou uma verba de US$ 500 mil para o órgão. O dinheiro visava reforçar a compra de equipamentos e cobrir custos de horas extras relacionados ao patrulhamento. 

O distrito onde fica a escola Robb Elementary School possui sua própria agência policial que conta com 6 policiais, incluindo um chefe. Segundo da Bloomberg, o distrito gastou mais de US$ 435 mil este ano em serviços de segurança e monitoramento. Recebeu pelo menos US$ 69.000 do Estado do Texas para reforçar a segurança em 2020.

O QUE DIZ O CHEFE DO DISTRITO

Em ao Texas Tribune, Pete Arredondo defendeu a demora para confrontar o atirador. “Nenhum oficial hesitou, mesmo por um momento, em se colocar em risco para salvar as crianças”, disse Arredondo. 

E continuou: “Respondemos às informações que tínhamos e tivemos que nos ajustar ao que enfrentamos. Nosso objetivo era salvar o máximo de vidas que pudéssemos. A retirada dos alunos das salas de aula por todos os envolvidos salvou mais de 500 de nossos alunos e professores de Uvalde antes de termos acesso ao atirador e eliminar a ameaça”

O chefe disse ainda que decidiu não levar o rádio para comunicação porque sabia que o equipamento nem sempre funcionava na escola e queria manter as duas mãos livres para estar pronto para enfrentar o atirador. 

Arredondo afirma também na entrevista que nunca se considerou o comandante do caso e não deu nenhuma instrução para que a polícia não tentasse invadir o prédio. “Chamei ajuda e pedi uma ferramenta de extração para abrir a porta”, disse.

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